03 agosto 2015

Palavras Soltas - Canção Urbana

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Eu vejo o tempo passando na velocidade com que as gotas de chuva se movimentam nas janelas dos coletivos
A estática dos segundos.

Eu vejo os olhos de vidro que veem a vida passar, alheios nos alto edifícios,
Janelas da alma.

Eu vejo as pontes, ponto de encontro dos ventos, o lugar de dois lugares a um só tempo
Espaço suspenso 

Eu vejo o fluxo dos rios da vida que deslizam, contínuos, misteriosos e tranquilos em seu interminável desaguar,
espelhos turvos.

Eu vejo as garrafas, os meninos e sua droga, os que pedem e os que tomam e a raiva pela felicidade que não pode ser usurpada,
desejo que mata  

Eu vejo os carros, a fuligem, os homens e a redoma que os desumanizam, e os relógio que os apressam,
Não existe pausa 

Eu vejo o chuvisco, as poças e o mar de guarda chuvas, cabeças baixas e pés acelerados,
A lama colore o asfalto

Eu vejo as nuvens pesadas mas penso em infinito e constelações, enquanto fantasio cor e brilho nesse cinza infinito,
Esconderijo estelar

Eu vejo o lixo, sinto o odor, tocam-me olhares e ouço os lamentos que eles trazem,
Frio abandono

Eu vejo vitrines impecáveis e reflexos esquálidos dos que são deixados lá fora,
Nada os pertence,

Eu vejo os anjos de pedra, que velam o sono daqueles que são esquecidos pelos de carne e osso,
Sonhos de papelão 

Eu vejo as luzes que se apagam, vejo a lua que desponta entre as torres e os pombos que se aninham, ouço os que ressonam, os que suspiram e os que despertam,
A cidade nunca adormece por completo

Eu vejo o mundo em meio a sinfonia do silêncio mergulhado no ruído da existência, 
Canção Urbana.

 Luana Melo

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