Eu estou louca para por um sorteio no ar mas estou tão atarefada (e ainda estão surgindo mais afazeres, rsrsrs) que não tenho tido tempo para organizar. Mas fiquem tranquilos que logo, logo conseguirei me organizar melhor!
O EU LI de hoje é sobre um livro que também está na lista de MELHORES DO TRIMESTRE e tem uma história forte e maravilhosa!
Vamos lá?
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MEU COMENTÁRIO
Profundo. Intenso. Real.
É assim que começo descrevendo "O Rouxinol", que não é apenas mais um livro de ficção sobre a Segunda Guerra Mundial. É UM DOS MELHORES QUE JÁ LI!
Ambientado em sua maior parte na França (Paris e Carriveau, tendo cenas menores ambientadas em outros países), seguindo a linha de Segunda Guerra Mundial, envolvendo o antissemitismo e a resistência, O Rouxinol é apaixonante, e mesmo sendo
um romance, é eletrizante! Nada parado ou meloso, a trama se reveza
entre os rumos que as irmãs Vianne Mauriac e Isabelle Rossignol tomam durante a guerra, porém história é muito mais que isso! Envolve mágoas, coragem e amor. Mas são realmente as escolhas e ideologias que definem a trama.
É assim que começo descrevendo "O Rouxinol", que não é apenas mais um livro de ficção sobre a Segunda Guerra Mundial. É UM DOS MELHORES QUE JÁ LI!
"Feridas cicatrizam. O amor perdura."
Vianne é uma mulher forte porém cautelosa, afinal tem uma filha para cuidar já que o marido foi convocado para lutar na guerra, ou seja, está sozinha... para proteger-se usa a defesa como ataque e mesmo não concordando com o que acontece ao seu redor, toma diversas decisões questionáveis (porém compreensíveis) por medo ou até mesmo por inocência; por muitas vezes omitindo-se diante de várias situações, assim como várias pessoas naquela época. Mas as agruras as quais ela será submetida realmente a transformará para sempre.
Já Isabelle é impetuosa, inconsequente e por ter tido uma infância bastante solitária em diversos internatos aonde esteve desde a morte da mãe quando era muito pequena e o pai não assumiu a tarefa de cuidar das duas irmãs, estando sempre distante emocionalmente, tornou-se carente e intempestiva. O desenvolvimento da personagem no decorrer da história é admirável. Vi a menina birrenta e precipitada tranformar-se em uma mulher intensa, perigosamente corajosa e mais condizente com as lutas e ideais aos quais se propunha, ainda que por vezes as decisões que tomava tenham sido egoístas em relação à ela e à família para que pudesse alcançar um resultado maior diante do momento em questão: A guerra.
Já Isabelle é impetuosa, inconsequente e por ter tido uma infância bastante solitária em diversos internatos aonde esteve desde a morte da mãe quando era muito pequena e o pai não assumiu a tarefa de cuidar das duas irmãs, estando sempre distante emocionalmente, tornou-se carente e intempestiva. O desenvolvimento da personagem no decorrer da história é admirável. Vi a menina birrenta e precipitada tranformar-se em uma mulher intensa, perigosamente corajosa e mais condizente com as lutas e ideais aos quais se propunha, ainda que por vezes as decisões que tomava tenham sido egoístas em relação à ela e à família para que pudesse alcançar um resultado maior diante do momento em questão: A guerra.
O início da história mostra uma senhora e como está a sua vida (em 1995), revelando-nos a sua identidade apenas no fim do livro. Essa personagem nos conta sobre estar doente e idosa, devaneia sobre sua vida durante a guerra e sobre a família nada saber sobre isso.
Diante das lembranças de tal personagem somos levados a conhecer a história completa, em capítulos narrados em terceira pessoa e que se dividem entre Vianne e Isabelle, mostrando as suas jornadas durante o período da guerra, como estradas que bifurcam-se e unem-se, as vidas das duas irmãs se entrelaçam e separam constantemente durante a história, física e factualmente, e emocionalmente.
Enquanto, Vianne é obrigada a hospedar um oficial nazista em sua casa, (e é assim que muitas coisas começam a acontecer), Isabelle aborrecida com o que ela acha ser um erro e uma traição da irmã, por acidente (mas muito feliz por isso) se vê ajudando a resistência francesa e resolve ir embora para poder ajudar mais a rede rebelde. Aqui o livro começa de verdade.
Diante das escolhas, erros cometidos e a falta do marido Vianne, segue sua vida cada vez mais difícil porém não insuportável, já que o oficial ao qual ela hospeda parece ser "mais humano do que nazista" (pelo menos em sua presença). Já Isabelle, de volta à casa do pai em Paris, está cada vez mais envolvida com a vida clandestina e inicia o que virá a ser uma façanha conhecida por todos após a guerra... Nasce o Rouxinol.
Nesse ponto suas vidas se reencontram e se transformam para sempre. Muitas revelações serão feitas, muitas tragédias e acontecimentos decisivos definirão o rumo de cada personagem e da trama em si. É realmente impossível não se contagiar e sofrer diante das cenas e não se surpreender diante das ações das irmãs que nos provam que diante de tantas divergências são mais parecidas do que pensam e tem um grande amor uma pela outra e pelo que acreditam, e isso, mais tarde percebemos, ambas herdaram do pai.
A linha de acontecimentos do livro é bem delineada, desde o início da guerra com a convocação do marido de Vianne, o exôdo forçado dos Parisienses por conta da invasão alemã, (fato que tem muita importância já que é nessa caminhada que Isabelle encontra o amor, no rebelde Gaeton, porém esse romance é quase impossível e um dos pontos mais emocionantes na história, pela forma como foi construído e exposto.) o início da perseguição aos judeus (as estrelas de Davi para identificação, as demissões, e por fim as deportações para campos de concentração), as cotas injustas que faziam os cidadãos passarem fome, os "saques" aos bens dos moradores disfarçados de solicitações educadas, os invernos rigorosos de pouca comida e quase nenhuma madeira, já que toda essa ia para os alemães e principalmente, a resistência que apoiava e auxiliava os aliados, viviam clandestinamente e se esforçavam para prejudicar e impedir os ataques germânicos.
Com um enredo amarrado e grandioso, elementos heterogêneos, (delicadeza, medo, poesia, violência e amizade) porém completamente indispensáveis para que essa história se transformasse em algo tão belo e singular, "O Rouxinol" é um livro que ultrapassa expectativas (a minha pelo menos) e faz o coração bater mais forte. Os personagens são completos e em sua ficção, são tão reais que passamos a torcer e sentir por eles a cada acontecimento.
Kristin Hannah nos propõe reflexões fortes sobre amizade, sobre as consequências das nossas escolhas e além de tudo, nos leva a conhecer, ainda que de modo distante, um pouco do que era aquela época e de como viviam as pessoas. Eu que já li diversos livros sobre o tema, biográficos, autobiográficos ou de ficção, creio que essa história entrou com louvor para minha lista dos melhores, afinal você tem essa certeza quando é muito difícil descrever uma história e o quanto ela é linda, tanto em meio a toda a tragédia da realidade de que ela retrata, quanto do final (triste porém repleto de realidade; trágico e ainda assim belo) que a autora nos deu, aonde torna-se possível entender melhor e admirar alguns personagens e liga as pontas que estavam soltas. É explêndido e confesso que havia água nos meus olhos quando li uma das últimas cenas.
Essa história (como a própria sinopse diz) é sobre as mulheres e sua força, que não era usada nos frontes e que geralmente era subestimada. É sobre as suas escolhas, força de caráter e presença de espírito. Esse livro é uma homenagem às muitas heroínas reais, conhecidas ou não e à sua coragem de fazer a diferença.
Garanto que se vocês gostam desse tema ou de um bom romance bem construído, com personagens trabalhados e trama movimentada, tem que ler "O Rouxinol", é sério... vocês não vão se arrepender! Prefiro me abster de mais descrições já que o bom mesmo é a sensação de descoberta diante de cada cena e acontecimento (e já falei demais, né?).
Achei a capa maravilhosa e preciso desse livro na minha estante! Mas não falarei do aspecto físico pois li em formato digital (e-book).
Diante das lembranças de tal personagem somos levados a conhecer a história completa, em capítulos narrados em terceira pessoa e que se dividem entre Vianne e Isabelle, mostrando as suas jornadas durante o período da guerra, como estradas que bifurcam-se e unem-se, as vidas das duas irmãs se entrelaçam e separam constantemente durante a história, física e factualmente, e emocionalmente.
Enquanto, Vianne é obrigada a hospedar um oficial nazista em sua casa, (e é assim que muitas coisas começam a acontecer), Isabelle aborrecida com o que ela acha ser um erro e uma traição da irmã, por acidente (mas muito feliz por isso) se vê ajudando a resistência francesa e resolve ir embora para poder ajudar mais a rede rebelde. Aqui o livro começa de verdade.
Diante das escolhas, erros cometidos e a falta do marido Vianne, segue sua vida cada vez mais difícil porém não insuportável, já que o oficial ao qual ela hospeda parece ser "mais humano do que nazista" (pelo menos em sua presença). Já Isabelle, de volta à casa do pai em Paris, está cada vez mais envolvida com a vida clandestina e inicia o que virá a ser uma façanha conhecida por todos após a guerra... Nasce o Rouxinol.
Nesse ponto suas vidas se reencontram e se transformam para sempre. Muitas revelações serão feitas, muitas tragédias e acontecimentos decisivos definirão o rumo de cada personagem e da trama em si. É realmente impossível não se contagiar e sofrer diante das cenas e não se surpreender diante das ações das irmãs que nos provam que diante de tantas divergências são mais parecidas do que pensam e tem um grande amor uma pela outra e pelo que acreditam, e isso, mais tarde percebemos, ambas herdaram do pai.
"Se há uma coisa que aprendi nesta minha longa vida foi o seguinte: no amor, nós descobrimos quem desejamos ser; na guerra, descobrimos quem somos."
Com um enredo amarrado e grandioso, elementos heterogêneos, (delicadeza, medo, poesia, violência e amizade) porém completamente indispensáveis para que essa história se transformasse em algo tão belo e singular, "O Rouxinol" é um livro que ultrapassa expectativas (
Kristin Hannah nos propõe reflexões fortes sobre amizade, sobre as consequências das nossas escolhas e além de tudo, nos leva a conhecer, ainda que de modo distante, um pouco do que era aquela época e de como viviam as pessoas. Eu que já li diversos livros sobre o tema, biográficos, autobiográficos ou de ficção, creio que essa história entrou com louvor para minha lista dos melhores, afinal você tem essa certeza quando é muito difícil descrever uma história e o quanto ela é linda, tanto em meio a toda a tragédia da realidade de que ela retrata, quanto do final (triste porém repleto de realidade; trágico e ainda assim belo) que a autora nos deu, aonde torna-se possível entender melhor e admirar alguns personagens e liga as pontas que estavam soltas. É explêndido e confesso que havia água nos meus olhos quando li uma das últimas cenas.
"- Os homens contam histórias - respondo. É a resposta mais simples para a pergunta dele. - As mulheres seguem em frente com essas histórias. Para nós foi uma guerra nas sombras. Ninguém organizou desfiles para nós quando a guerra acabou, não nos deram medalhas nem nos mencionaram nos livros de história. Fizemos o que precisávamos fazer durante a guerra, e quando tudo acabou nos recolhemos os cacos para começar a vida de novo."
Garanto que se vocês gostam desse tema ou de um bom romance bem construído, com personagens trabalhados e trama movimentada, tem que ler "O Rouxinol", é sério... vocês não vão se arrepender! Prefiro me abster de mais descrições já que o bom mesmo é a sensação de descoberta diante de cada cena e acontecimento (
Achei a capa maravilhosa e preciso desse livro na minha estante! Mas não falarei do aspecto físico pois li em formato digital (e-book).
E então, que acharam da resenha? Ficaram curiosos? E você que já leu, conta pra mim o que achou!
Beijos!






















