Que estejam ótimos! Então...hoje eu trago mais uma edição da nossa coluna: Donos dos Pensamentos. E a nossa
Dona dos Pensamentos de hoje é a querida parceira: Eliane Quintella
Autora do livro: Pacto Secreto. Leia a resenha AQUI!
Entrevista:
1. Quem seria a
Eliane Quintella?
E.Q. - A
respeito das minhas características pessoais, eu acredito que sou sincera,
honesta, sigo minha consciência, vivo conforme minhas próprias regras e
convicções, para mim a pior traição é aquela que fazemos contra nós mesmos, sou
fiel aos meus verdadeiros amigos, reconheço o mérito de quem merece e o valor
de quem merece e acredito que essa seja a verdadeira justiça, sou corajosa,
adoro desafios, sou perseverante, não gosto de desistir, desistir para mim é
derrota, vou atrás do que quero e acho que sou responsável pelo meu próprio
destino. Eu odeio pessoas que culpam aos outros ou às coisas por sua própria
infelicidade, acredito que temos nosso destino em nossas mãos e que bancar a
vitima da situação somente atrasa nossa própria vida. Meu lema é pare de
reclamar e lute. Acho que isso resume um pouco de quem eu sou.
2. Como surgiu o
desejo de colocar as ideias no papel, a ideia de ser escritora?
E.Q. - Eu
amo escrever. Comecei assim que aprendi e nunca parei. Eu sempre soube que
queria ser escritora. Eu acredito mesmo que essa vontade já nasceu comigo.
Escrever para mim é sempre um grande prazer. É o amor da minha vida. Desde
pequena escrevia poemas e contos e nunca parei. Logo cedo me entristeci quando
descobri que não havia uma faculdade na qual eu poderia me formar escritora.
Sabia também que grandes artistas que eu admirava tinham se formado em Direito
e eu sempre tive um lado idealista. Foi assim que ingressei na Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo em 1994 para cursar Direito. Me apaixonei
pelas aulas. Aliás, as aulas das ciências humanas em geral sempre me
fascinaram. Gostei tanto que, tão logo me formei, já prestei prova para cursar
mestrado na mesma Universidade. Passei! Assim, em 1999 já estava fazendo
mestrado também em Direito na PUC/SP. Sempre trabalhei com Direito, que é uma
das paixões da minha vida, mas eu sabia que não era meu grande amor, que sempre
foi escrever. Tive paciência. Esperei a chance ideal para escrever um livro.
Escrevi. Segurei a onda, apesar da minha vontade ser de pedir demissão no dia
seguinte à conclusão do livro, mas tive calma para refletir a respeito,
conseguir publicar o livro e, somente após ter certeza de que era o que eu mais
queria fazer, largar minha carreira jurídica para me dedicar somente à escrita.
Não fiz isso logo de cara, pois sabia das agruras da vida de escritor e porque
Direito, especialmente o Direito utópico que estudamos na faculdade, sempre me
encantou. Hoje acredito que tudo aconteceu na hora certa.
3. E a ideia de
escrever a trilogia, quando e como surgiu? Como nasceu Pacto Secreto?
E.Q.- Bem, quando comecei a
escrever PACTO SECRETO eu queria apenas contar uma história sobre pacto com
diabo, mas conforme eu fui escrevendo os personagens ganharam vida e ficou
impossível escrever só um livro. Para escrever eu deixo minha imaginação voar
solta, assim como os personagens ganham autonomia e traçam, de acordo com suas
características seu próprio destino. Foi por isso que assim que escrevi PACTO
SECRETO já iniciei PRAZER SECRETO, o
qual terminei após dois meses apenas.
HISTÓRIA SECRETA também escrevi assim que terminei PRAZER SECRETO e
quando terminei percebi que a saga tinha chegado ao fim.
Quanto ao PACTO SECRETO eu
posso dizer que ele é influência direta da minha infância. Desde pequena eu sou
alucinada por suspense e terror. Meu amado pai, desde criança, me colocava para
assistir a filmes não muito convencionais para alguém que só tem sete anos,
como Um corpo que cai, Janela Indiscreta, Triângulo das Bermudas, O retrato de
Dorian Gray, A Profecia entre outros. Além disso, durante toda adolescência meu
pai me emprestava livros de suspense da Agatha Christie e alguns de Edgar Allan
Poe. Toda essa influência maravilhosa aparece em Pacto Secreto. Pacto Secreto é
resultado de assuntos que me interessaram a vida toda.
4. Quanto a
personagem principal tem de você? (a paixão por vinhos provém da autora não?)
E.Q.- Sim, vinho eu adoro e, sim, eu sempre tomei vinho com meu pai,
assim como a Tina. E sim sou alucinada por doce de leite, em compensação não há
nenhum bolo de chocolate especial que marcou minha vida como o da dona Carmen....
Também não tenho haras e nunca me arrisquei em um cavalo selvagem, como gosta
de fazer a Tina! Quando adolescente eu gostava de me arriscar correndo em
lugares que não conhecia e dentro do mar com minha morey! Não sou bilionária e
não tenho irmã gêmea e felizmente nunca cheguei perto de carregar uma culpa
como a da Tina!
Brincadeiras à parte, a
grande verdade é que a Tina foi inspirada em personagens e heróis que admiro
pela força, honra, coragem, perseverança, ousadia, originalidade, inteligência,
lealdade e caráter. Características que admiro tanto que justamente por esse
motivo procuro trazer para minha vida.
5. Qual é o seu
personagem preferido na trama? e porquê?
E.Q.- Eu tomei gosto por todos meus personagens, devo confessar, mas
tenho um carinho especial ao pai da Valentina, já que não em todo livro,
tampouco em todas passagens, mas boa parte dele foi inspirada no meu próprio
pai.
6. Houveram
dificuldades no processo de pesquisa e escrita do livro? Quais?
E.Q.- A maior dificuldade é na pesquisa. Apesar de eu ser uma “nerd”
assumida e adorar ler e pesquisar, eu costumo dizer que essa é a parte mais
trabalhosa do escritor, pois ele deve ir a fundo no assunto que pesquisar a fim
de passar ao leitor realmente uma realidade, tanto para que o leitor a absorva
e se envolva na trama, como também para que o livro transmita coerência e
veracidade. Eu mergulhei de cabeça na pesquisa do PACTO SECRETO, li muito sobre
pacto com o diabo, lendo a respeito, fui pesquisar sobre diabo e cheguei ao
satanismo, e uma coisa leva a outra,
então li sobre luciferianismo. Acredito que a pesquisa é ampla, então, não me
limitei à internet, vi filmes, li livros, revistas e artigos a respeito. Também
pesquisei sobre tetraplegia e seu universo para criar a Sara e o desfecho final
do PACTO SECRETO.
7. Qual a sua
expectativa para os próximos livros da trama?
E.Q.- São ótimas, pois as pessoas realmente próximas de mim que já
leram PRAZER SECRETO gostaram mais que o PACTO SECRETO. Prometo que a história
vai esquentar!
8. Tens outros
projetos para depois da trilogia?
E.Q.- Claro, continuar escrevendo sempre e sempre! Meu coração me
dirá sobre o quê!
9. Se você
pudesse dizer algo para os aspirantes a escritores o que diria?
E.Q.- É preciso que realmente você ame escrever. Se você já tem esse
amor, metade do caminho está completado. Para outra metade, eu recomendo que
você realmente se desprenda de quaisquer amarras para que possa escrever boas
histórias, não se esqueça que o escritor é um artista. E, finalmente, que não
se coloque como "vítima do sistema", ao invés de perder tempo com
isso, lute de verdade pelo que quer.
10. Sabemos
que quando se escreve um livro querendo ou não, nele o autor(a) exprime muito
dele mesmo... Então, o que o livro possui da sua personalidade?
E.Q.- É claro que acaba que uma coisinha nossa ou outra acaba saindo
no livro, mas eu realmente acho que o escritor é um artista e por isso a arte
por vezes expressará sentimentos que o impressionaram ou vivências de outras
pessoas que o marcaram de alguma forma e não necessariamente sua personalidade
pura e simplesmente. No meu caso, por exemplo, sempre me impressionou a culpa,
o porquê dela ser sentida, ainda que não haja realmente uma responsabilidade
direta da pessoa, ela sente-se culpada, pois a culpa sempre é imensamente
trabalhada na sociedade, especialmente como forma de controle. A culpa
realmente é benéfica em algum sentido? O que a orienta? O que a provoca? Qual
sua utilidade? Porque as pessoas não se livram dela? Qual a moralidade que está
por trás da culpa? Acho tudo isso realmente impressionante, por isso quis
trabalhar esses questionamentos, assim criei um personagem que carrega uma
culpa imensa no coração, culpa essa que será usada para controlá-lo e prendê-lo
ao passado e a uma tristeza. E justamente esse personagem carregado de culpa
que será seduzido por um mundo em que a culpa é desacreditada, em que a culpa é
vista como forma de controle, em que a culpa é sinal de compaixão e de
fraqueza. Essa ideia me fascinou, me inspirou e é ela que aparece forte na
minha trama, muito mais que qualquer característica da minha personalidade.
11. Muito
obrigada por conceder essa entrevista Eli! Agradeço muito e quero dizer que
pode contar com esse blog para divulgar suas obras, aliás você merece! Beijos!
E.Q.- Sou eu
quem lhe agradeço Luana pela entrevista maravilhosa! Um beijo enorme para você
e para o pessoal que frequenta o blog.
Lançamento do livro Pacto secreto - Fotos de Karen Caetano
Blog do livro: Pacto Secreto
Blog da Autora: Eliane Quintella
Então gente, espero que tenham curtido a entrevista! Eu amei fazê-la porquê a Eliane é uma simpatia!
Até mais* Comentem!!!







