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01 junho 2016

Eu Li #51 * Os Bebês de Auschwitz - Wendy Holden

Olá!

Como alguns de vocês já viram, postei AS MELHORES LEITURAS DO TRIMESTRE e prometi as 5 resenhas para vocês. Pois bem, aqui está a última dessa lista.
Estou escrevendo várias coisas ao mesmo tempo, e resolvi voltar a escrever o meu livro e me concentrar também nos meus textos, estudar para concursos e escrever alguns artigos, ou seja, minha cabeça está soltando fumaça e hibernando nos outros momentos. rsrs.
Aproveito para convidar vocês a seguir o blog no INSTAGRAM, tem muita coisa legal por lá! É @blogpensamentoad 
Espero que aproveitem a dica e curtam a resenha, vamos lá?

R$ 30,70 até R$ 105,22
SINOPSE:
Em 1944, Priska, Rachel e Hanka chegaram a Auschwitz determinadas a sobreviver e a defender a vida dos bebês que levavam em seus ventres. Em Os bebês de Auschwitz, Wendy Holden narra as histórias dessas jovens judias que resistiram bravamente ao horror dos campos de concentração e aos trabalhos forçados na esperança de conhecerem seus filhos. Além de investigar o passado, Holden acompanhou o reencontro de Eva, Mark e Hana, os três sobreviventes nascidos dentro das instalações nazistas.
Holden equilibra a pesquisa rigorosa e a escrita sensível para reconstituir as vidas de Priska, Rachel e Anka antes de 1938, quando Hitler começou a impor restrições aos judeus. Entre o medo do avanço Reich e a esperança pelo fim da guerra, essas mulheres viveram seus primeiros amores, se casaram e sonharam com o futuro de suas famílias apesar do futuro sombrio que se desenhava.
Priska e Tibor, Rachel e Monik, e Hanka e Bernd fizeram tudo ao seu alcance para permanecerem juntos, mas com a deportação para Auschwitz-Birkenau os casais foram separados. Cada uma das mulheres se viu responsável por lutar por sua vida e pela de seu bebê. Elas receberam caridades inesperadas, foram vistas com desconfiança e testemunharam o melhor e pior do que o ser humano é capaz.
Wendy Holden recorreu a entrevistas, cartas e diários, criando um relato comovente, que detalha a eficiência com a qual os nazistas exterminaram milhares de judeus e mostra como pequenos gestos de solidariedade permitiram que várias vidas fossem salvas. Mais que um relato sobre o horror da guerra, Os bebês de Auschwitz é narrativa impressionante sobre o amor materno, a persistência, a coragem e a gratidão.

MEU COMENTÁRIO:

O livro, discorre acerca da vida de três mulheres judias e sua luta pela sobrevivência em meio ao mundo hostil durante a Segunda Guerra Mundial, para salvar os seus bebês. Um mundo em que o fato de serem quem eram e de existirem, era "pecado" o suficiente para os mais inumanos castigos e degradações constantes.
Relato de histórias reais, o livro nos choca diante das informações e da constatação de que tudo o que pensamos sobre a guerra e o Nazismo, pode ser ainda pior. Os crimes contra seres humanos são chocantes e cada cena e acontecimento da vida dessas mulheres, narrados aqui nos aponta uma realidade cruel e desumana. Durante  leitura também conhecemos pessoas que em sua pouca possibilidade diante das autoridades alemãs tentaram fazer a diferença ajudando os judeus, e com certeza contribuíram para que fosse possível a sobrevivência dos três bebês.
O livro conta a trajetória de três mulheres durante os anos pré (suas famílias, bens, status social, casamento), durante (os campos de concentração, guetos e castigos infligidos) e pós guerra( a libertação, e a vida após os anos de guerra). Focando-se no tempo em que viveram nos campos de concentração e na situação vivida pela maioria dos judeus diante da barbárie do holocausto.
As "protagonistas" dessa história cruel são: Priska, Rachel e Anka, mulheres jovens, comuns, com uma família, boa situação social e econômica que viviam felizes até as novas leis antissemitas começarem a afetar as suas vidas de forma irremediável.
Nessa narrativa incrível feita pela Wendy Holden, percebemos o quanto foi necessária uma pesquisa profunda e uma grande delicadeza para lidar com o que é mais do que uma parte da história... Trata-se de uma história de família, de todo um povo e da injustiça cometida contra eles. Para tornar esse livro possível foram necessárias entrevistas, anos de trabalho e uma grande vontade de tornar conhecida histórias tão sofridas e que tal como a de todos os judeus, não deve ser esquecida.
As minhas doses dessa leitura tão profunda e emocionante, foram homeopáticas e repletas de sentimento. Quem me acompanha sabe que costumo ler livros do tema, e confesso que me sinto cada vez mais tocada pelas histórias e mais reflexiva e revoltada diante das maldades cometidas naquela época. 
As três mães lutaram de forma heróica contra coisas que, se não fosse o amor tamanho que sentiam por seus filhos e consequentemente a vontade de sobreviver, jamais poderiam vencer, a fome, o frio, a crueldade dos castigos, a dor de perderem a família e seus companheiros, dos quais foram separadas ao serem deportados para Auschwitz- Birkenau.
Hoje, os bebês são amigos, quase irmãos pois foram unidos por muito mais do que uma data de nascimento próxima. Foram unidos pelo amor que venceu a maldade, pela força que rompeu as barreiras do preconceito, pela vida.
Para mim, é realmente difícil traduzir em uma resenha tudo o que senti lendo essa história, já que nesse caso estaria tentando traduzir em palavras os percalços e as injustiças que afetaram a vida dessas pessoas, de uma forma a qual ninguém deveria ser afetado. Por isso não me prolongarei. 
Li sobre a maldade em sua essência: humanos que destroem outros em nome de leis e ideologias doentias e essa constatação, a certeza da capacidade humana de não praticar a "humanidade", me fez pensar que a maldade é uma das únicas coisas que perduram em nossa raça... O que nos "salva" é que o amor é uma semente feita para terras áridas e sobrevive muitas vezes em condições inclementes. Assim foi a sobrevivência de Priska, Rachel e Anka... Sem família, sem direito a seus bens, e sem dignidade. Ali, apenas o amor sobreviveu.
A editora GloboLivros fez um excelente trabalho, edição do livro é linda com uma foto que mostra um campo, com arame farpado e as duas mãos (de um adulto e de um bebê) se segurando. A diagramação está ótima, as folhas amarelas que tornam a leitura confortável e as fotos de arquivos pessoais enriqueceram grandemente essa história que que já possui uma grandeza própria, em meio a todas histórias de vida e exemplos de garra e superação diante da maior barbárie de todos os tempos.
Mães: Priska, Rachel e Anka/ Filhos (os bebês): Eva, Mark e Hana.
~~~~~~*~~~~~~*~~~~~~
Bom gente, é isso. O que acharam desse livro? Já leram, leriam? Me contem!
Beijos!

20 maio 2016

Eu Li #50 * O Rouxinol - Kristin Hannah

Olá Pensadores!

Eu estou louca para por um sorteio no ar mas estou tão atarefada (e ainda estão surgindo mais afazeres, rsrsrs) que não tenho tido tempo para organizar. Mas fiquem tranquilos que logo, logo conseguirei me organizar melhor!
O EU LI de hoje é sobre um livro que também está na lista de MELHORES DO TRIMESTRE e tem uma história forte e maravilhosa!
Vamos lá?
R$ 23,72 até R$ 37,90

MEU COMENTÁRIO

Profundo. Intenso. Real.
É assim que começo descrevendo "O Rouxinol", que não é apenas mais um livro de ficção sobre a Segunda Guerra Mundial. É UM DOS MELHORES QUE JÁ LI! 
 "Feridas cicatrizam. O amor perdura."
Ambientado em sua maior parte na França (Paris e Carriveau, tendo cenas menores ambientadas em outros países), seguindo a linha de Segunda Guerra Mundial, envolvendo o antissemitismo e a resistência, O Rouxinol é apaixonante, e mesmo sendo um romance, é eletrizante! Nada parado ou meloso, a trama se reveza entre os rumos que as irmãs Vianne Mauriac e Isabelle Rossignol tomam durante a guerra, porém história é muito mais que isso! Envolve mágoas, coragem e amor. Mas são realmente as escolhas e ideologias que definem a trama. 
Vianne é uma mulher forte porém cautelosa, afinal tem uma filha para cuidar já que o marido foi convocado para lutar na guerra, ou seja, está sozinha... para proteger-se usa a defesa como ataque e mesmo não concordando com o que acontece ao seu redor, toma diversas decisões questionáveis (porém compreensíveis) por medo ou até mesmo por inocência; por muitas vezes omitindo-se diante de várias situações, assim como várias pessoas naquela época. Mas as agruras as quais ela será submetida realmente a transformará para sempre. 
Já Isabelle é impetuosa, inconsequente e por ter tido uma infância bastante solitária em diversos internatos aonde esteve desde a morte da mãe quando era muito pequena e o pai não assumiu a tarefa de cuidar das duas irmãs, estando sempre distante emocionalmente, tornou-se carente e intempestiva. O desenvolvimento da personagem no decorrer da história é admirável. Vi a menina birrenta e precipitada tranformar-se em uma mulher intensa, perigosamente corajosa e mais condizente com as lutas e ideais aos quais se propunha, ainda que por vezes as decisões que tomava tenham sido egoístas em relação à ela e à família para que pudesse alcançar um resultado maior diante do momento em questão: A guerra.
O início da história mostra uma senhora e como está a sua vida (em 1995), revelando-nos a sua identidade apenas no fim do livro. Essa personagem nos conta sobre estar doente e idosa, devaneia sobre sua vida durante a guerra e sobre a família nada saber sobre isso.
Diante das lembranças de tal personagem somos levados a conhecer a história completa, em capítulos narrados em terceira pessoa e que se dividem entre Vianne e Isabelle, mostrando as suas jornadas durante o período da guerra, como estradas que bifurcam-se e unem-se, as vidas das duas irmãs se entrelaçam e separam constantemente durante a história, física e factualmente, e  emocionalmente.

Enquanto, Vianne é obrigada a hospedar um oficial nazista em sua casa, (e é assim que muitas coisas começam a acontecer), Isabelle aborrecida com o que ela acha ser um erro e uma traição da irmã, por acidente (mas muito feliz por isso) se vê ajudando a resistência francesa e resolve ir embora para poder ajudar mais a rede rebelde. Aqui o livro começa de verdade.
Diante das escolhas, erros cometidos e a falta do marido Vianne, segue sua vida cada vez mais difícil porém não insuportável, já que o oficial ao qual ela hospeda parece ser "mais humano do que nazista" (pelo menos em sua presença). Já Isabelle, de volta à casa do pai em Paris, está cada vez mais envolvida com a vida clandestina e inicia o que virá a ser uma façanha conhecida por todos após a guerra... Nasce o Rouxinol. 
Nesse ponto suas vidas se reencontram e se transformam para sempre. Muitas revelações serão feitas, muitas tragédias e acontecimentos decisivos definirão o rumo de cada personagem e da trama em si. É realmente impossível não se contagiar e sofrer diante das cenas e não se surpreender diante das ações das irmãs que nos provam que diante de tantas divergências são mais parecidas do que pensam e tem um grande amor uma pela outra e pelo que acreditam, e isso, mais tarde percebemos, ambas herdaram do pai.
"Se há uma coisa que aprendi nesta minha longa vida foi o seguinte: no amor, nós descobrimos quem desejamos ser; na guerra, descobrimos quem somos."
A linha de acontecimentos do livro é bem delineada, desde o início da guerra com a convocação do marido de Vianne, o exôdo forçado dos Parisienses por conta da invasão alemã, (fato que tem muita importância já que é nessa caminhada que Isabelle encontra o amor, no rebelde Gaeton, porém esse romance é quase impossível e um dos pontos mais emocionantes na história, pela forma como foi construído e exposto.) o início da perseguição aos judeus (as estrelas de Davi para identificação, as demissões, e por fim as deportações para campos de concentração), as cotas injustas que faziam os cidadãos passarem fome, os "saques" aos bens dos moradores disfarçados de solicitações educadas, os invernos rigorosos de pouca comida e quase nenhuma madeira, já que toda essa ia para os alemães e principalmente, a resistência que apoiava e auxiliava os aliados, viviam clandestinamente e se esforçavam para prejudicar e impedir os ataques germânicos.
 
Com um enredo amarrado e grandioso, elementos heterogêneos, (delicadeza, medo, poesia, violência e amizade)  porém completamente indispensáveis para que essa história se transformasse em algo tão belo e singular, "O Rouxinol" é um livro que ultrapassa expectativas (a minha pelo menos) e faz o coração bater mais forte. Os personagens são completos e em sua ficção, são tão reais que passamos a torcer e sentir por eles a cada acontecimento
Kristin Hannah nos propõe reflexões fortes sobre amizade, sobre as consequências das nossas escolhas e além de tudo, nos leva a conhecer, ainda que de modo distante, um pouco do que era aquela época e de como viviam as pessoas. Eu que já li diversos livros sobre o tema, biográficos, autobiográficos ou de ficção, creio que essa história entrou com louvor para minha lista dos melhores, afinal você tem essa certeza quando é muito difícil descrever uma história e o quanto ela é linda, tanto em meio a toda a tragédia da realidade de que ela retrata, quanto do final (triste porém repleto de realidade; trágico e ainda assim belo) que a autora nos deu, aonde torna-se possível entender melhor e admirar alguns personagens e liga as pontas que estavam soltas. É explêndido e confesso que havia água nos meus olhos quando li uma das últimas cenas.
 "- Os homens contam histórias - respondo. É a resposta mais simples para a pergunta dele. - As mulheres seguem em frente com essas histórias. Para nós foi uma guerra nas sombras. Ninguém organizou desfiles para nós quando a guerra acabou, não nos deram medalhas nem nos mencionaram nos livros de história. Fizemos o que precisávamos fazer durante a guerra, e quando tudo acabou nos recolhemos os cacos para começar a vida de novo."
Essa história (como a própria sinopse diz) é sobre as mulheres e sua força, que não era usada nos frontes e que geralmente era subestimada. É sobre as suas escolhas, força de caráter e presença de espírito. Esse livro é uma homenagem às muitas heroínas reais, conhecidas ou não e à sua coragem de fazer a diferença.
Garanto que se vocês gostam desse tema ou de um bom romance bem construído, com personagens trabalhados e trama movimentada, tem que ler "O Rouxinol", é sério... vocês não vão se arrepender! Prefiro me abster de mais descrições já que o bom mesmo é a sensação de descoberta diante de cada cena e acontecimento (e já falei demais, né?).
Achei a capa maravilhosa e preciso desse livro na minha estante! Mas não falarei do aspecto físico pois li em formato digital (e-book). 
E então, que acharam da resenha? Ficaram curiosos? E você que já leu, conta pra mim o que achou!
Beijos!

10 maio 2016

Eu Li #49 * O Bangalô - Sarah Jio

Como vão queridos?

Eu tenho atualizado bastante o nosso IG @blogpensamentoad e a página no Facebook com dicas, tirinhas, poesia, humor e muitas coisas legais. Passem lá!
Sei que nunca mais tivemos sorteios, mas em breve estarei colocando alguns no ar e de um jeito super fácil e descomplicado de ganhar. Então fiquem ligadinho aqui e em nossas redes sociais para não perder nada!
E hoje é dia de resenha! Trata-se de livro muito lindo que está na lista de MELHORES DO TRIMESTRE e que vale a pena que vocês o conheçam. Vamos lá? 
 Quanto tempo você está disposto a esperar pela sua felicidade?
R$ 19,20 até R$ 29,60


 MEU COMENTÁRIO

O início da história retrata a protagonista já idosa, vivendo a sua vida e deixando o passado bem guardado no coração e na memória. O que ela não espera, é que a correspondência entregue pela neta, Jennifer, fará com que antigos sentimentos venham à tona, mudando ainda mais a sua vida... e é a partir dessas lembranças sendo recontadas a sua neta que conheceremos toda a história de vida dela.

“Não se pode desempenhar um papel na vida, especialmente no Amor"
O Bangalô conta a história de Anne Calloway, uma moça que tem tudo que todas as outras queriam naquela época: Um noivo rico, bonito, que a ama, é formada em enfermagem e pertence a uma família social e financeiramente estabilizada, apesar de existirem alguns segredos e mágoas em meio aos relacionamentos de família, que serão revelados depois.
Anne tem uma melhor amiga, Kitty, que é na verdade o oposto dela em quase tudo. Anne é recatada, comedida e extremamente responsável; já Kitty, é impulsiva e exuberante, o que faz com que essa amizade seja feita de dois extremos que se completam.
Anne está noiva e Kitty está mais uma vez apaixonada por algum homem impossível e recorre a amiga, que também cheia de dúvidas e insatisfações com a sua vida "aparentemente" perfeita, resolve acompanhar Kitty em uma aventura que irá mudá-las de um modo irreversível. E assim, pedindo um tempo ao noivo, Gerald (foi aí que percebi que ele a amava) para que pudesse fazer a viagem, Anne embarca rumo à ilha de Bora-Bora para ajudar no esforço de guerra atuando como enfermeira numa base do exército.
Ao desembarcar na ilha Anne jamais poderia imaginar os acontecimentos que ocorrerão nesse lugar e é aí que aventura começa. Fazendo parte de um grupo de enfermeiras numa base do exército lotada numa ilha paradisíaca e constituída apenas de homens, elas começam a ver quão diferente da  realidade a qual estão acostumadas é a que deverão se adaptar.
Na primeira noite Anne conhece Westry, um soldado bondoso e de bom caráter que irá encantá-la, embora ela negue bastante esse fato. O modo como se dá esse encontro já mostra o valor do rapaz, que a defende de um outro militar bêbado que a desrespeita. Ele toma o partido dela, sem nem ao menos a conhecer e ela retribui tratando do ferimento em sua mão. E assim, de forma sutil começa a nascer um sentimento que demora um pouco a se desenvolver já que Anne está noiva e não quer fazer algo incorreto... Mas mesmo lutando contra o sentimento, ela não é forte o suficiente. 
Depois de encontros não planejados Anne e Westry por fim passam a ceder ao que sentem e é quando encontram um bangalô; uma construção semi oculta na vegetação próxima à beira mar, transformando-se no refúgio secreto dos dois, que com muito cuidado para não serem notados, passam a arrumar o lugar e se corresponderem por codinomes, envolvendo assim o romance e o próprio bangalô em uma atmosfera misteriosa e singular.
Um tempo depois, em contato com os nativos da ilha, eles ficam sabendo de uma maldição que ronda o bangalô o que os deixam entre o ceticismo e a preocupação, afinal estão em uma guerra, uma situação da qual podem perder a vida, e o relacionamento deles corre perigo diante dos muitos obstáculos que suas vidas além daquela ilha significavam.
 "Vinte e sete de novembro. Era uma data sem importância, apenas um pontinho no calendário. Mas foi também o dia que mudou minha vida: o dia em que comecei a amar Westry."
Kitty, que chamou a atenção dos militares e do comandante da base desde a hora que chegou divide um quarto com a amiga e continua a ser o mesmo ser vivaz de sempre, sai cada vez mais e chega cada vez mais tarde, no começo dizendo que se encontra com um dos militares (ela até sai com ele em grupo), mas com o passar do tempo Anne começa a perceber que não há muitas verdades naquilo que Kitty conta e ela começa a perceber que a luz que existe na amiga começa a se apagar aos poucos.
A amizade delas não é mais a mesma e por conta das atitudes estranhas de Kitty ambas passaram a se afastar, mas mesmo assim Anne tenta cuidar de Kitty, o que é quase impossível devido ao comportamento arredio e incomum da moça. Na verdade eu captei bem rápido o que estava acontecendo, e apesar de mudar de ideia algumas vezes durante a narrativa (ponto para a autora), a minha ideia se revelou correta no fim.

Em meio aos vários personagens, a rotina de Anne e Kitty na enfermaria (e as enfermeiras que se tornaram um ponto positivo na trama) que começa a ficar movimentada devido aos bombardeios e combates cada vez mais próximos e constantes, os acontecimentos suspeitos da ilha que começam a ser revelados e deixar a narrativa cada vez mais movimentada e recheada de mistério.
Uma noite de chuva e de amor, uma cena que eles jamais irão esquecer, um assassinato, uma descoberta e os rumos da guerra mudarão drasticamente os destinos de cada um. Ou será que esse era o destino? Será que a maldição era verdadeira? 
“- É um mundo louco lá fora, Anne. Guerra. Mentiras. Traição. Tristeza. Tudo ao nosso redor. – Ele pegou meu rosto entre as mãos. – Da próxima vez que se preocupar que eu esteja me distanciando, venha aqui. Venha ao bangalô e sentirá o meu amor.” Pág.146
Com uma história intensa e que eu prefiro não esmiuçar mais do que já fiz para não dar muitas informações, "O Bangalô" é um romance com uma história contada dentro de outra história (amo isso!), se passa durante a II Guerra Mundial e não é nada cansativo, ao contrário, a escrita é muito fluída e empolgante. Afinal, quem não se entretem com um romance bem construído e baseado em amor, amizade e altruísmo?
Mistérios permeiam a história e cada cena possui suspense, o que nos faz virar cada página de forma sedenta. Confesso que desconfiei de alguns fatos, mas a trama se revelou imprevisível em sua previsibilidade. Até agora não sei se fiquei lendo durante a madrugada porque estava com insônia ou se fiquei com insônia porque não conseguia parar de ler!
O desfecho dessa história é algo que eu realmente não imaginei. Claro que pensei em uma coisa ou outra que se confirmaram mas história é realmente contada de forma competente e minunciosa.  A leitura é emocionante e te leva aos extremos da emoção, de uma certa raiva e de muita curiosidade para encaixar as peças desse quebra cabeça. O nosso coração bate mais forte com a história de Anne e Westry.
Os personagens são bons, simples porém bem construídos. Confesso que gostei bastante da Anne e do Westry, mas não suportei a Kitty em nenhum momento, mesmo ela tendo "sofrido" o que sofreu. A achei desde sempre muito egoísta e egocêntrica e tudo o que ela fez no decorrer da narrativa me deixou com mais raiva ainda. Bom, coisas de leitor que se empolga com história. rsrsrsrs. 
O Bangalô é um livro com elementos lindos e até mesmo poéticos, desde a descrição das cenas, a ambientação e até as personalidades dos personagens. Leria novamente e com certeza indico essa excelente história para todos vocês! Indico também "Violetas de Março" da mesma autora, também é maravilhoso!
Não posso julgar os elementos físicos pois li em e-book, mas a capa é linda e muito condizente com a história.  Portanto, parabéns à Sarah Jio pela hitória incrível e à editora Novo Conceito por publicar mais esse livro ótimo! 
É sério, Leiam! :)
 Me contem aí o que acharam e que se já leram! Beijos!
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